quarta-feira, 2 de setembro de 2020

FRONTEIRAS DA SANIDADE

 por THEODIANO BASTOS                                             

A pastora Flordelis é uma Psicopata ou e sociopata?

Ela tem uma mente perigosa, mente que engana e só quando comete um delito você vê sua verdadeira face. 

‘Separar não posso, porque ia escandalizar o nome de Deus’, escreveu Flordelis. Ela é um SÚCUBO, a forma feminina de Satanás   

Fronteira oscilante de Maudsley 

Henry Maudsley foi pioneiro da psiquiatria, com importantes contribuições para a noção de responsabilidade penal e conceito de Sociopatia, aliás defendia exatamente a noção de irresponsabilidade, insensibilidade ou imbecilidade moral, sem nenhuma outra alteração das faculdades mentais observadas em alguns infratores o conduziu à noção de "determinação genética" denominada por ele como tirania de organização (tyranny of organisation) (Skultans.[1]  

A causa do rompimento de Jung com Freud teve origem no conteúdo do livro “O EU E O INCONSCIENTE”, editora Vozes, no qual C.G. Jung consegue provar que o inconsciente tem autonomia e consegue levar uma pessoa a cometer atos contrários a seu consciente, enquanto Freud afirmava que o inconsciente não tem esse poder. 

Canto de Osssanha de Baden Powell e Vinícius de Moraes. 

O homem que diz "dou" não dá, porque quem dá mesmo não diz

O homem que diz "vou" não vai, porque quando foi já não quis

O homem que diz "sou" não é, porque quem é mesmo é "não sou"

O homem que diz "tô" não tá, porque ninguém tá quando quer

Coitado do homem que cai no canto de Ossanha, traidor

Coitado do homem que vai atrás de mandinga de amor 

POR DENTRO DA MENTE DA FAMÍLIA FLORDELIS

Leia o íntegra que segue, publicada na ISTOÉ: Antônio Carlos Prado, https://istoe.com.br/por-dentro-da-mente-da-familia-flordelis/

Ao adotarem crianças em série e instrumentalizá-las para um projeto messiânico e político, a deputada e seu marido agiram como atuam líderes de seitas — deixaram que cada filho fosse crescendo sozinho e com seu próprio repertório emocional

A deputada federal e cantora gospel, Flordelis dos Santos Souza, e seu marido, o pastor Anderson do Carmo Souza, não adotavam filhos – colecionavam-nos. Isso explica, embora jamais justifique, o assassinato do pastor, segundo a polícia, por integrantes dessa exageradamente numerosa família. Quatro desses filhos são biológicos (três ela teve com o primeiro marido e um com o segundo), e cinquenta e um são adotivos: ao todo, cinquenta e cinco, portanto. Os muito românticos talvez vejam na atitude de Flordelis, que determinava as adoções, o puro sentimento de altruísmo. Engano.

Flordelis foi tema de filme com Bruna Marquezine; Thiago Martins lamenta: ‘Me sinto enganado’

Na mais precisa definição do altruísta, o pensador Auguste Comte explicou que se trata de “inclinação instintiva”, com a vital ressalva de que “tal impulso jamais pode virar egoísmo”. Esse segundo aspecto o casal não observou, os adotados sempre foram exibidos como troféus de um projeto combinando política e messianismo, na linha de que não basta fazer o bem mas é imprescindível mostrar que se está fazendo o bem – a religião em si nada tem a ver com isso, o problema é o projeto que dela se faz: geralmente explosivo e desaguando em tragédias pessoais ou sociológicas. Pode ser que Flordelis se colocasse empaticamente no lugar das crianças psicossocialmente vulneráveis que ela adotava. Mas é preciso muita racionalidade nesses casos, sobretudo vivendo-se no Rio de Janeiro, cidade na qual os laços éticos há muito tempo o mar levou – perdão, agora eu é que estou sendo romântico, o correto é que há muito tempo os governantes levaram. Combine-se, então, pretensões políticas, intenções de notoriedade por meio da fé messiânica e a anomia do Rio de Janeiro, e tem-se o caso de Flordelis e Anderson. Tome-se o Velho Testamento: nele, ninguém teve mais filhos que Gideão – setenta ao todo! Um deles, Abileque, matou os outros sessenta e nove. Ciúme. Falta de atenção para com ele. Disputa de poder.

“Imagina o ambiente de confusão e guerra emocional contido nessa família”, declarou o pastor Caio Fábio D’Araújo Filho. “Não se pode sair pegando filhos em série porque se corre o risco de criar pequenas gangues familiares”. Como se vê, ainda que o casal fosse um poço de boa vontade, fez tudo errado. O certo teria sido montar uma creche com médicos, psicólogos, assistentes sociais e monitores, jamais tomar meninos e meninas como filhos. O pastor Anderson foi assassinado com trinta perfurações na madrugada de 16/06/20, dentro de sua casa, no bairro de Pendotiva, em Niterói. Logo após o sepultamento, a polícia prendeu Flávio, filho biológico, e Lucas, adotado. Flávio confessou ter atirado seis vezes em Anderson, Lucas foi quem comprou a arma. Ainda segundo a polícia, todos os cinquenta e cinco filhos e também a deputada são suspeitos e serão investigados, até porque surgiu a denúncia de que ela e três filhas estariam colocando medicamentos na comida do pastor. As autoridades seguem as linhas de investigações de crime com cunho passional (Anderson tinha nove perfurações na região genital); crime motivado por dinheiro; crime motivado pelo fato de Anderson ter assumido a frente de Flordelis no PSD.

Enfim, essas são questões da competência policial. Voltemos ao mergulho no universo psíquico, emocional e social da família, mergulho na cabeça dos que lá vivem, mergulho na obscura dinâmica (ou não dinâmica!) de uma família marcada por aquilo que um dos maiores psicanalistas de todos os tempos, Jacques Lacan, diagnosticaria como a “ausência da linguagem”, indispensável à construção dos indivíduos. Em toda família, mesmo nas padrões (mulher, marido e dois filhos), sempre há, geralmente de forma inconsciente, uma dose de tensão, ensinou o fundador da psicanálise, Sigmund Freud.

A história de Flordelis (simbolicamente representativa da Íris como descreveu Mirande Bruce-Mitford em “Signos e Símbolos”, lembrando que o rei Luís VII valia-se de tal flor para selar as suas missivas), começa em 1994. 

A Flor de Lis da nobreza parisiense virou a Flordelis da Favela do Jacarezinho, imortalizada em música de Jorge Ben Jor. Ela acolheu trinta e sete crianças que sobreviveram a um massacre na Cental do Brasil, sua atitude foi às telas do cinema, mas atrás veio a Justiça: mantinha a criançada em um local de dois cômodos. Flordelis mudou-se para instalações em lugar levemente melhor no Irajá, e, já casada com Anderson, enfrentou novos problemas judiciais. Recebeu a ajuda de um empresário e, dessa vez, foi para um apartamento. Finalmente, estabeleceu-se com os cinquenta e cinco filhos em Niterói. Nesse meio tempo, em 1999 ela fundou a Comunidade Evangélica Flordelis, em 2002 inaugurou a igreja do casal e tentou em vão eleger-se vereadora. No ano passado fez-se deputada federal, a quinta mais votada no Rio de Janeiro com duzentos mil votos. Anderson então teria assumido, contra a vontade dela, a sua agenda política, fazendo reuniões em Brasília sem a presença da esposa parlamentar. A política e o messianismo estavam claros demais.

O repertório emocional de cada um

Se tudo era de fato voltado para tal projeto, não resta dúvida de que as crianças, desde muito cedo, se sentiram instrumentalizadas – até porque a divulgação das adoções ajudavam a carreira artística de Flordelis. Já portadoras de carências emocionais, foram se desestabilizando ainda mais numa comunidade sem nexo e sem relação afetiva parental. Dois especialistas consultados por ISTOÉ no campo da psiquiatria mas que não querem seus nomes revelados por questões éticas devido ao fato de não terem conhecido os filhos pessoalmente, dizem, no entanto, não terem dúvidas de que, ali, um irmão podia se dar bem com o outro, mas já se daria mal com um terceiro, o mesmo ocorrendo em relação ao pai e à mãe, e isso foi se alastrando por todos – da mesma forma que ocorre em seitas que se tornam belicosas e perigosas. A dramaticidade, o subterfúgio, a mentira, a omissão, tudo fica latente. A linguagem já não mediatiza as relações carentes de sólido amparo amoroso. “Quando foram adotadas, ainda crianças, elas podem ter trazido histórico de abusos, agressões e frustrações, nem sempre visíveis. Se os pais foram incoerentes com os princípios que cobraram, os filhos hoje talvez apresentem transtornos afetivos e comportamentais. Assim, criamos os nossos próprios algozes”, afirmou a psicóloga Marisa Lobo.

Um ponto importante a ressaltar: isso independe de ser filho biológico ou adotivo. Não se trata, em hipótese alguma, de dizer que a adoção é arriscada. Ao contrário: ela tem de ser estimulada no Brasil. Errado é não dar suporte que atenda às carências nutricionais, amorosas e emocionais de uma criança. “O problema não são filhos adotivos. O problema é a formação estrutural da família”, diz Roselle Soglio, que segue uma metodologia psicossocial como uma das mais conceituadas peritas criminais do Brasil. “Não importa se é filho natural ou adotado, o que conta são as relações interpessoais mal resolvidas”. As mais modernas teorias da neurociência são unânimes em conceber a personalidade como uma constante dinâmica entre o temperamento (genético) e o ambiente, funcionando, o segundo, como modulador do primeiro. Estudos comparativos mostram que, muitas vezes, um casal não transgressor, que tem um filho biológico e um filho adotivo sem que tenha sequer conhecido os pais dessa criança, acaba vendo o filho biológico delinquir e o adotivo se tornar um grande profissional. Também ocorre o inverso. Em suma, filhos educados no mesmo ambiente podem possuir índoles diferentes. No caso de Flordelis, o filho que admitiu o assassinato é biológico, o filho que comprou a arma é adotivo.

O mesmo ambiente não modulou a genética herdada nem a genética adotada. E deixou claro que cada criança foi crescendo sozinha com seu próprio repertório emocional.

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

https://theodianobastos.blogspot.com/ 195.925 PESSOAS, DE 134 PAÍSES, VISITARAM MEU BLOG:

 

195.925 PESSOAS, DE 134 PAÍSES,  VISITARAM MEU BLOG                                           https://theodianobastos.blogspot.com/                                        (que pode ser lido em nove idiomas)

ACESSOS DE 01 A 25/8/20:     
Romênia 867, Estados Unidos 94, Brasil 30,     Alemanha 13, França 5, Japão 3, Coreia do Sul 3, Rússia 3, Hungria 2, Índia 2, Portugal 2, Vietnã 2, Canadá 1, Egito 1, Letônia 1, Filipinas 1, Tailândia 1, Venezuela 1, Outro 1

OS 134 PAÍSES QUE ACESSAM ESTE BLOG:

 

África do Sul, Alemanha, Angola, Antígua e Barbuda, Argentina,                  Argélia, Austrália, Áustria, Azerbaijão,                                                       Bahrein, Bélgica, Benin, Bielorússia, Bolívia, Bósnia e Herzegovina, Botsuana, Brasil, Bulgária, Burquina Faso, Cabo Verde, Canadá, Catar, Chile, China, Cingapura, Colômbia, Coréia do Sul, Costa do Marfim, Costa Rica, Croácia, Dinamarca, Egito, El Salvador, Emirados Árabes Unidos, Equador, Eslováquia, Espanha, Estados Unidos, Estônia, Filipinas, Finlândia, França, Geórgia, Goiana Francesa, Grécia, Groenlândia, Guiné Equatorial, Haiti, Honduras,                                                                             Hong – Kong, Holanda, Hungria, Ilhas Aland, Ilhas Caiman, Ilhas Turks e Caicos, Índia, Indonésia, Iraque, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Jamaica, Japão, Jersey, Jordânia, Laos, Letônia, Líbano, Lituânia, Luxemburgo, Malásia, Macedônia do Norte,                                                                     Madagascar, Marrocos, Maurício, México, Moçambique, Mongólia, Montenegro, Namíbia, Nicarágua, Noruega, Omã, Países Baixos, Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Quênia, Região Desconhecida, Reino Unido, República dos Camarões, República Dominicana, Romênia, Rússia, Senegal, Sérvia, Síria, Sri Lanka, Sint Maarten, Suécia, Suíça, Suriname, Tailândia, Taiwan, Tchéquia, Timor-Leste, Togo, urquia, Turcomenistão, Ucrânia, Uruguai, Venezuela, Vietnã, Zâmbia                                                                                                

 

 

 

 

 

quinta-feira, 20 de agosto de 2020

DÉCADA DE 50, A III GUERRA MUNDIAL QUASE COMEÇA

por Theodiano Bastos

Em 1953 o governo do Brasil se convenceu de que a III Guerra Mundial estava a caminho e deu início a mobilização abrindo voluntariado nas Forças Armadas e aos 17 anos me apresentei como voluntário para servir FAB, na Base Aérea de Natal/RN.

Fiquei na Base Aérea de Salvador para ser levado de avião para Natal, mas com o suicídio de Getúlio em agosto de 1954 acabei viajando pelo Rodrigues Alves, do Loyde Brasileiro, navio que transportava cargas e passageiros. 

Completei 18 anos no Centro de Instrução Militar de Natal, dentro da Base Aérea. 

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Éramos 1.523 recrutas do Norte e Nordeste, de uma Força Especial, treinados por tenentes e sargentos do Exército, sobre o comando de uma capitão. A maioria da Bahia e Pernambuco.

Era um treinamento duríssimo para uma Guerra Mundial. Aprendemos a usar todo tipo de arma, desde Colt 45, mosquetão com baioneta calada, metralhadoura Tompson, Ponto 30 e Ponto 50, uso de máscaras contra guerra química etc.

O militar recebe  treinamento para matar.  

Havia também outro Centro de Instrução Militar, treinado pelo Exércio, no Campo dos Afonsos no Rio, com recrutas do Sul e Sudeste.  

Mas houve o armistício e 50% desses recrutas permaneceram em Natal, e a outra metade voltou para as bases de origens e tive a sorte de voltar para a Base Aérea de Salvador.

Em 1956 fui mandado para o Parque de Material Aeronáutico de SP unidade que é responsável pela manutenção dos caças de primeira linha da FAB e que funciona no Campo de Marte na capital paulista, para ser treinado por seis meses como almoxarife dentro do PADM – Pacto de Auxílio e Defesa Mútua que existia entre o Brasil os Estados Unidos e a Inglaterra.

Na aeronáutica só o perfeito é aceitável, pois nas aerovias não existem acostamento, se aprendia.

                  HISTÓRIA:

A Guerra da Coreia foi um conflito que aconteceu na Península da Coreia (1950 e 1953) entre os diferentes governos que haviam sido formados na Coreia do Norte e na Coreia do Sul. Esse conflito foi um dos mais mortais de todo o século XX, causando um total de 2,5 milhões de vítimas. Também contribuiu para agravar a divisão existente entre as duas Coreias.

Antecedentes

A guerra que se iniciou em 1950 foi resultado direto da divisão que existia na península e que havia sido imposta por Estados Unidos e União Soviética ao final da Segunda Guerra. Esse conflito refletiu a tensão que existia por causa da bipolarização do mundo no contexto da Guerra Fria.

A Península da Coreia era alvo desde o começo do século XX da interferência estrangeira, sobretudo dos japoneses, que haviam anexado a península ao seu território em 1910. A ocupação da Coreia pelo Japão foi ratificada pela assinatura do Acordo de Anexação Coreia-Japão. Esse acordo deu início à ocupação da Coreia por cidadãos japoneses.

A ocupação da Coreia materializou-se a partir da formação de colônias japonesas no território coreano. Os japoneses tomavam as terras produtivas até então ocupadas pelos coreanos e faziam coreanos a prestar trabalhos forçados (e muitos eram enviados ao Japão exatamente para cumprir essa finalidade). Além disso, a ocupação japonesa ficou marcada por diversos crimes sexuais cometidos contra coreanas.

Por causa da violência da ocupação japonesa, os coreanos aliaram-se ao esforço de guerra dos americanos contra os japoneses durante a Segunda Guerra Mundial. O grande sonho dos coreanos ao expulsar os invasores japoneses era o de garantir a independência da Coreia, porém, o que os coreanos não esperavam é que as potências da guerra tinham outros interesses para a península.

Durante a Conferência de Potsdam, realizada em julho de 1945, americanos e soviéticos determinaram que a Península da Coreia seria dividida em duas zonas de influência. O Paralelo 38 seria o marco divisor. A parte norte foi entregue à influência soviética, e a parte sul foi entregue à influência americana.

Guerra entre as Coreias

A divisão da Coreia estabeleceu que as potências estrangeiras ocupariam militarmente a região durante um período e contribuiriam para a formação de governos alinhados a sua esfera de influência. Com isso, foram estabelecidos Kim Il-sung e Syngman Rhee como governantes da Coreia do Norte e Coreia do Sul, respectivamente.

Os dois governos estabelecidos nas diferentes Coreias alimentavam para si a esperança de conduzir a reunificação da Coreia sob a sua liderança. Na Coreia do Norte, Kim Il-sung manteve extenso contato com os soviéticos, o que lhe garantiu um apoio econômico e militar. No caso da Coreia do Sul, o governo passou a perseguir ativamente todo e qualquer movimento popular que tivesse ligação com o comunismo.

A ocupação militar da Coreia do Norte pelos soviéticos foi encerrada em 1948, e a da Coreia do Sul, em 1949. A tensão existente entre as duas Coreias intensificou-se após o fracasso das eleições em 1948. No caso da Coreia do Norte, ações começaram a ser tomadas no sentido de promover a invasão da Coreia do Sul.

A intenção de invadir a Coreia do Sul foi manifestada pelo governante norte-coreano Kim Il-sung, que queria unificar a península sob seu controle. Para que isso fosse possível, procurou convencer Josef Stalin a apoiar os norte-coreanos. O governante soviético, a princípio, ficou receoso, pois temia que a ação contra a Coreia do Sul levasse a um confronto direto contra os EUA.

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Stalin convenceu-se a apoiar os norte-coreanos, pois temia que os chineses ganhassem influência na região caso os soviéticos se recusassem a cooperar. Os soviéticos também se convenceram porque os norte-coreanos afirmavam que a invasão da Coreia do Sul seria realizada de maneira rápida e eficiente e não permitiria uma reação dos EUA.

Os soviéticos forneceram, principalmente, auxílio em suprimentos e armas aos norte-coreanos. Uma vez garantido o auxílio soviético, os norte-coreanos iniciaram os preparativos para a invasão da Coreia do Sul. A invasão aconteceu de fato a partir do dia 25 de junho de 1950, quando as tropas norte-coreanas ultrapassaram a fronteira estabelecida no Paralelo 38.

Uma vez iniciada a invasão da Coreia do Sul pelas tropas norte-coreanas, a reação internacional foi quase imediata. No dia 27 de junho de 1950, foi divulgada a Resolução 83 do Conselho de Segurança da ONU, na qual foi aprovada a intervenção estrangeira no conflito que estava sendo travado na Coreia. A intervenção estrangeira mobilizou, principalmente, forças americanas.

Fases da guerra

A Guerra da Coreia apresentou três fases distintas. A primeira fase desse conflito ocorreu entre junho e setembro de 1950, quando o predomínio das forças foi exercido pelos norte-coreanos, que conseguiram encurralar as tropas sul-coreanas em um estreito espaço de terra conhecido como Perímetro de Pusan.

A segunda fase ocorreu entre setembro e outubro de 1950 e foi caracterizada pelo predomínio das forças sul-coreanas e das tropas americanas. A interferência americana no conflito iniciou-se após a Batalha de Pusan, que garantiu a defesa desse perímetro. A partir do desembarque de tropas americanas em Inchon, os exércitos norte-coreanos foram obrigados a recuar.

O recuo das tropas norte-coreanas levou as forças aliadas a ultrapassar a fronteira do Paralelo 38 e encurralar as forças norte-coreanas no norte da Península. A possibilidade de derrota dos norte-coreanos resultou no envio de tropas pela China. A interferência chinesa nesse conflito ocorreu pelo temor do governo chinês de que uma vitória dos americanos levasse a uma invasão do território chinês.

Por fim, a terceira – e maior – fase da guerra iniciou-se quando os chineses entraram no conflito em outubro de 1950. A entrada dos chineses permitiu que as forças se colocassem em situação de equilíbrio. Os norte-coreanos conseguiram empurrar os aliados para as proximidades do Paralelo 38 e, nos anos seguintes, a guerra foi travada sem grandes alterações de cenário.

A longa extensão, a quantidade de mortos e a indefinição do cenário resultaram em negociações por um armísticio em Panmunjom. Uma trégua foi assinada em 27 de julho de 1953. Essa trégua deu fim ao conflito, apesar de as duas nações nunca terem assinado um acordo de paz que colocasse um fim oficial na guerra. Passados mais de 60 anos desde a guerra, a relação entre as Coreias ainda é bastante tensa.                    FONTE:https://www.historiadomundo.com.br/idade-contemporanea/guerra-da-coreia.htm

 

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Telemedicina pode detectar a COVID-19 antes dos sintomas

 

Telemedicina pode detectar a COVID-19 antes dos sintomas

Projeto da Universidade Federal do Espírito Santo desenvolve Assistente Médico Portátil Integrado para monitoramento de pacientes

Um Assistente Médico Portátil Integrado (AMPI) capaz de ajudar no diagnóstico da COVID-19. Essa é a proposta de um dos projetos da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) selecionados para o Programa de Combate a Epidemias da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), pelo Edital nº 12/2020. Por meio da telemedicina, o AMPI fará medição de batimentos                 

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cardíacos, pressão arterial, nível de saturação de oxigênio e temperatura corpórea.

Teodiano Freire Bastos Filho, representante do projeto, contou que o estudo pretende usar algoritmos de inteligência artificial a partir de uma rede neural de aprendizagem profunda – Deep Learning – nos dados obtidos do usuário. Assim, a infecção será detectada antes de os sintomas se manifestarem, permitindo ao paciente a tomada imediata de precauções, como o isolamento e o atendimento médico para os exames clínicos.

O professor ressaltou a importância da aferição da tensão arterial no diagnóstico, já que “a hipertensão é a principal causa de morte cardiovascular, um dos fatores de risco para pacientes com a COVID-19”. Freire explicou que o nível de oxigênio está associado à dificuldade em respirar e à falta de ar, relatadas pelos pacientes com casos mais graves da doença causada pelo novo vírus corona. Finalmente, a medição da temperatura, que permite a detecção de febre, outro dos sintomas mais frequentes.

O trabalho também vai buscar soluções de baixo custo para o AMPI, melhorando técnicas de monitoramento já desenvolvidas pelos grupos de pesquisa que integram a equipe, como o sensoriamento de Robótica e Tecnologia Assistiva. Este processo estima a pressão arterial e a frequência cardíaca por sinais de rPPG (Fotopletismografia Remota) – uma tecnologia similar a dos oxímetros de pulso ou dedo que usam luzes vermelhas e infravermelhas – agora, usando as câmeras dos smartphones.

Outra solução apontada pelo projeto é o uso de fibras ópticas integradas diretamente sobre têxteis. Aproveitando a experiência do Grupo de Pesquisa em Telecomunicações, a intenção será  desenvolver um tecido inteligente, no qual a roupa do usuário servirá como sensor para vários parâmetros.

Programa Combate a Epidemias
É um conjunto de ações de apoio a projetos, pesquisas e formação de recursos humanos de alto nível para enfrentar a pandemia da COVID-19 e temas relacionados a endemias e epidemias, no âmbito dos programas de pós-graduação de mestrado e doutorado do País. O Programa está estruturado em duas dimensões: Ações Estratégicas Emergenciais Imediatas e Ações Estratégicas Emergenciais Induzidas em Áreas Específicas.

Em três editais, 109 projetos de pesquisa e formação de recursos humanos foram selecionados, com o envolvimento de mais de 1.300 pesquisadores de universidades brasileiras e estrangeiras. Os projetos vão estudar temas relacionados a Epidemias, Fármacos e Imunologia e Telemedicina e Análise de dados Médicos.

http://www.capes.gov.br/36-noticias/10489-telemedicina-pode-detectar-a-covid-19-antes-dos-sintomas