sexta-feira, 14 de agosto de 2020

100.543 MORTES: FATOR BOLSONARO FOI PREPONDERANTE

 Em 08 de agosto de 2020 o Brasil chega a triste marca de 100.543 mortes, com 3.013.369 infectados e 2.094.293 recuperados.

Mandetta sobre 100 mil mortes: “Fator Bolsonaro foi preponderante”

Demitido em meados de abril do Ministério da Saúde, em plena ascensão da pandemia do coronavírus no país, Luiz Henrique Mandetta avaliou que a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), contrária a medidas inicialmente indicadas pelo Ministério da Saúde, e as interferências feitas por ele na pasta foram fatores que levaram o país a tirar de foco o distanciamento social e chegar a cerca de 100 mil mortes pela Covid-19. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

 “Houve uma série de fatores, mas o fator presidente foi preponderante. Ele deu argumento para as pessoas não ficarem em casa. Ele deu esse exemplo e serviu de passaporte para as pessoas aderirem politicamente a essa ideia”, disse o ex-ministro. https://www.metropoles.com/brasil/mandetta-sobre-100-mil-mortes-fator-bolsonaro-foi-preponderante

Três meses depois de ser demitido como ministro da Saúde, o pior temor de Luiz Henrique Mandetta está se tornando realidade.

Na terça-feira, o Brasil registrou quase 68 mil novos casos de Covid-19, um recorde que eclipsa o anterior em mais de 20% e rivaliza com números vistos nos Estados Unidos, cuja população é 50% maior.

Mandetta, que pressionou para que o país fizesse quarentena logo no início da pandemia, foi demitido em meados de abril, depois de entrar em desacordo publicamente com o presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista na terça-feira, o médico de 55 anos criticou a condução da crise no país e disse que é apenas questão de semanas antes que as mortes ultrapassem 100 mil.

“A gente está vivendo uma baderna cientifica porque ninguém mais tem credibilidade para vir a público e falar o que fazer no Brasil”, disse Mandetta em entrevista do Mato Grosso do Sul, seu estado natal. “O Ministério da Saúde e o governo federal saíram do assunto.”

O país está sem ministro titular da Saúde desde 15 de maio, quando Nelson Teich, substituto de Mandetta, se recusou a liberar o uso da cloroquina e renunciou depois de apenas 29 dias no cargo. O general Eduardo Pazuello, que comanda interinamente o ministério, não tem experiência na área médica.

O coronavírus matou 82.771 pessoas no Brasil, que tem 2,23 milhões de infectados. Os casos ativos somam cerca de 613 mil. Embora o Ministério da Saúde não tenha comentado sobre o aumento de terça-feira, há indícios de que o recorde pode ser em parte consequência de problemas no sistema que computa os casos. O estado de São Paulo afirmou na quarta-feira que havia tido dificuldades em inserir os dados devido à instabilidade técnica nos sistemas do ministério, segundo o G1.

Procurada por e-mail, a assessoria de imprensa da presidência não quis fazer comentários para esta matéria.

Cloroquina e Bolsonaro

A determinação do presidente de usar a cloroquina se tornou ainda mais evidente depois que ele próprio foi diagnosticado com o vírus em 7 de julho. Bolsonaro tem dito repetidamente que sente bem e até tomou o polêmico medicamento contra a malária durante uma live no Facebook. Um terceiro teste nesta semana mostrou que o presidente continua infectado.

Desde o início da pandemia, Bolsonaro vem criticando as quarentenas, insistindo na reabertura das atividades – e ele tem suas razões. Antes da pandemia, a economia ainda tentava se recuperar após a forte recessão. Em 2019, o país registrou o quarto ano consecutivo de desemprego acima de 10%. E, com tantos brasileiros na economia informal, mesmo as quarentenas irregulares adotadas por alguns governadores e prefeitos não conseguiram conter totalmente a propagação coronavírus.

Ainda assim, Mandetta e a comunidade global de saúde dizem que Bolsonaro poderia ter feito muito mais para minimizar o impacto da epidemia e salvar vidas.

“Quando veem o chefe da nação dizer na TV que usar máscara é uma bobagem, as pessoas acham que realmente não existe problema nenhum e você fratura a coesão que a sociedade precisa ter para enfrentar uma pandemia como esta”, disse Mandetta. “As pessoas se utilizam disso quase como um álibi macabro.”

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100.543 MORTES: FATOR BOLSONARO FOI PREPONDERANTE

Bolsonaro: “Vamos tocar a vida”        Ao lado do ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, o presidente disse que era preciso "tocar a vida", apesar das vítimas. "A gente lamenta todas as mortes, está chegando a 100 mil, vamos tocar a vida e buscar uma maneira de se safar desse problema", afirmou.... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2020/08/08/brasil-ultrapassa-100-mil-mortos-bolsonaro-destaca-recuperados.htm?cmpid=copiaecola

 

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

DEVOÇÃO CEGA

Por Theodiano Bastos 

Ao longo de meus quase 84 anos de vida, nunca me deixei levar pela DEVOÇÃO CEGA nem no amor e muito menos na política, endeusando político.

A politização em plena pandemia só tem prejudicado. Votei no Bolsonaro no segundo turno para que o PT não voltasse ao poder, mas não faço parte dos seguidores fanáticos que tudo aprova.

O fato incontestável é que se a população tivesse seguido os exemplos do presidente, de não respeitar o distanciamento social, não usar máscaras, apertar as mãos das pessoas, abraçar e pegar crianças no colo, a tragédia seria muito, não teríamos em 12/08/20 apenas 104.263 mortes, 3.170.474 infectados, ficando em segundo lugar no mundo, tendo apenas 210 milhões de habitantes e não a China com 1,4 bilhões ou Índia, com 1,3 bilhões de habitantes.                                          

Mas isso não aconteceu por causa da decisão do STF, isso é um fato incontestável, de compartilhar as responsabilidades com os governadores e prefeitos.

 

 

M

 

 

     

domingo, 2 de agosto de 2020

AMOR À PRIMEIRA VISTA

                 Por Theodiano Bastos

Para quem se encantou em um olhar, quando é para o amor acontecer, não tem como evitar. A maior prova disso é quando em um único olhar você percebe que encontrou o amor da sua vida.

Conheci minha esposa à noite no Colégio Estadual da Bahia, Central, no bairro de Nazaré em Salvador e foi amor à primeira vista, tive a sensação de reencontro. Sem nem um beijo na boca quanto mais e cinco meses depois estamos casados e estamos juntos há 59 anos, com dois casais de filhos, sete netos, sendo três netas e quatro netos, duas noras e dois genros. Os espíritas dizem que já se conheciam de outra vida, mas Jung dá uma explicação para isso, vejam:  

Jung: “Cada homem sempre, carregou dentro de si a imagem da mulher; não é a imagem desta determinada mulher, mas a imagem de uma determinada mulher. Essa imagem, examinada a fundo, é uma massa hereditária inconsciente, gravada no sistema vital e proveniente de eras remotíssimas; é um “tipo” (“arquétipo”) de todas as experiências que a série dos antepassados teve com o ser feminino, é um precipitado que se formou de todas as impressões causadas pela mulher, é um sistema de adaptação transmitido por hereditariedade. Se já não existissem mulheres, seria possível, a qualquer tempo, indicar como uma mulher deveria ser dotada do ponto de vista psíquico, tomando como ponto de partida essa imagem inconsciente. O mesmo vale também para a mulher, pois também ela carrega igualmente dentro de si uma imagem inata do homem. A experiência, porém, nos ensina a sermos mais exatos: é uma imagem de homens, enquanto que no homem se trata de uma imagem da mulher. Visto esta imagem ser inconsciente, será sempre projetada, inconscientemente, na pessoa amada; ela constitui uma das razões importantes para a atração passional ou para a repulsa. A essa imagem denominei anima. (JUNG, 2009, § 203. Grifo do autor)”.                                                            Fonte: https://psicoterapiajunguiana.com/Parte superior do formulário

 


OS MESTRES DE MINHA VIDA

OS MESTRES DE MINHA VIDA      por THEODIANO BASTOS

por THEODIANO BASTOS

O Renascimento                                                                      “Ah, do solo eu brotei! E saudei a terra com tal grito/ que ninguém conhece, exceto quem estava morto e ressuscita”  Edna Milay

Recebi a Graça da Fé e conheci o renascimento em vida.

Sou um self-made man, alguém que se fez por si próprio, que se elevou com seu esforço, por suas boas qualidades e como decidi ser um auto didata, passei a ser um leitor compulsivo de o intestino só funcionar quando estou lendo no sanitário, escolhi para serem mentores intelectuais e mestres de minha vida o meu pai Ostiano, e os ensinamentos de Cristo e as sabedorias do Judaísmo e do Budismo e os seguintes escritores que li e estudei pausadamente:: Monteiro Lobato, Rui Barbosa, Machado de Assis, Castro Alves, Hermógenes, com a “Autoperfeição com Hatha Yoga”, dentre outros da literatura nacional e como sempre senti fascínio pela alma humana, li e estudei todos os livros publicados em português dos seguintes autores: Karen Horney, principalmente “O Conhece-te a Ti Mesmo” de grande importância na minha vida, inclusive o que foi publicado após sua morte, “ Psicologia Feminina”, estudei nos livros de Karl Gustav Jung, principalmente “Tipos Psicológicos” e “Memórias Sonhos e Reflexões”, estudei a psicoterapia junguiana em profundidade, e tenho até um DVD dele, os 16 livros de Erich Fromm, as principais obras de Sigmund Freud, Kahlil Gibran, dentre outros e músicas, muita música, tenho mais de 400 CDs, muitos duplos e muitos DVDs de orquestras famosas, inclusive de danças clássicas.  

       


quinta-feira, 23 de julho de 2020

PRAIA É TRATAMENTO, PRAIA É SAÚDE

disse Carissa F. Etienne presidente da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), para o ministro interino da Saúde, General Eduardo Pazuelo, ao ver a praia de Copacabana vazia:

“Isso é um crime. Praia é o lugar ideal para as pessoas estarem. Sol, raio ultravioleta, mar e iodo.” Disse que por ela, a praia é um tratamento. Era só criar o mínimo de afastamento., cada família em seu quadrado. Mas os gestores não acham isso. Está proibido. Fonte: https://veja.abril.com.br/politica/em-entrevista-pazuello-fala-de-acusacao-de-genocidio-e-rumor-de-demissao/   

 

 


quarta-feira, 22 de julho de 2020

INTERFACES ENTRE O CÉREBRO E COMPUTADOR APLICADOS À TECNOLOGIA ASSISTIVA

Livro apresenta interfaces entre cérebro e computador aplicados à tecnologia assistiva

Explicar o funcionamento das interfaces entre o cérebro humano e o computador é o principal objetivo do novo livro do professor Teodiano Bastos Filho, do Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Tecnológico (CT) da Ufes. Intitulado Introduction to Non-Invasive EEG-Based Brain-Computer Interfaces for Assistive Technologies (Introdução às interfaces cérebro-computador não invasivas baseadas em EEG para tecnologias assistivas), a obra será lançada nesta quinta-feira, 23, pela editora americana CRC Press.

“A publicação fornece uma revisão dos sinais do cérebro humano e do eletroencefalograma (EEG), descrevendo o cérebro anatômica e fisiologicamente. O objetivo é mostrar alguns dos padrões dos sinais de EEG utilizados para controlar as interfaces cérebro-computador”, explica o autor.

O eletroencefalograma (EEG) é um exame que avalia a atividade elétrica do cérebro. Ele amplifica os impulsos elétricos cerebrais e os registra de forma gráfica. Esses impulsos são os responsáveis pelas atividades realizadas pelo corpo humano, transmitidos como comandos cerebrais por meio de neurônios. O exame registra as atividades elétricas cerebrais durante as atividades mentais, motoras e sensórias dos indivíduos.

Já as interfaces entre cérebro e computador (BCIs, do inglês Brain-Computer Interfaces) consistem na comunicação direta entre o cérebro humano e um dispositivo externo. Geralmente, as BCIs auxiliam em assistir, aumentar ou reparar funções motoras ou cognitivas dos seres humanos. Essas tecnologias, que aproveitam os sinais cerebrais das pessoas, possibilitam, por exemplo, que indivíduos que sofreram algum tipo de acidente possam recuperar alguns de seus movimentos. São recursos tecnológicos que contribuem para a reabilitação e a melhoria na qualidade de vida de pessoas com algum tipo de deficiência ou com algum tipo de doença neuromuscular.

“Este livro tem como objetivo trazer ao leitor uma visão geral das diferentes aplicações das interfaces cérebro-computador, com base em mais de 20 anos de experiência trabalhando nessas interfaces. Uma publicação destinada a pesquisadores, profissionais e estudantes que trabalham com tecnologia assistiva”, enfatiza Bastos Filho.

Recursos de reabilitação

Na publicação, são apresentadas diferentes interfaces entre o cérebro humano e o computador, como o comando de uma cadeira de rodas robótica (e também de um sistema de bordo de comunicação alternativa com pessoas ao redor) por meio de sinais cerebrais de indivíduos com deficiências motoras severas; de um robô de telepresença; do carro autônomo da Ufes; de um monociclo robótico e de um exoesqueleto robótico. São recursos de reabilitação desenvolvidos que auxiliam na locomoção e na comunicação humana de indivíduos com deficiências motoras severas.

O livro apresenta também os primeiros passos para construir um sistema de neurorreabilitação baseado na imaginação do movimento e no uso de um ambiente virtual imersivo.

A obra será lançada on-line e poderá ser adquirida no site da Amazon ou diretamente no site da Editora. Mais informações sobre o livro estão disponíveis aqui. 

Tecnologia assistiva

O livro Introduction to Non-Invasive EEG-Based Brain-Computer Interfaces for Assistive Technologies é a segunda publicação do professor Bastos Filho lançada pela editora americana. A primeira, intitulada Devices for Mobility and Manipulation for People with Reduced Abilities (Dispositivos para mobilidade e manipulação para pessoas com habilidades reduzidas), foi editada em 2014.

Nesse primeiro livro (disponível aqui), o professor apresenta o desenvolvimento e a aplicação de tecnologia assistiva, com o objetivo de ajudar pessoas com habilidades reduzidas a melhorar sua qualidade de vida e reduzir sua dependência de outras pessoas. Destaca também várias tecnologias de mobilidade e apresenta um material técnico, mas também acessível para pessoas com habilidades reduzidas e para seus cuidadores.

O professor Teodiano Bastos Filho atua também nos programas de pós-graduação em Engenharia Elétrica (PPGEE) e em Biotecnologia (PPGBiotec), ambos da Ufes. Desenvolve pesquisas nas áreas de Engenharia Biomédica, robótica industrial, automação, uso de robôs para interagir com crianças autistas, tecnologia assistiva, bioinformática e processamento de sinais biológicos.

domingo, 19 de julho de 2020

MATEUS, SUPERDOTADO, POETA AOS 7 ANOS

                                          por Theodiano Bastos

Os espíritas olham esse exemplo como prova da reencarnação, Mas vejo o MATEUS NUNES MARINHO como um superdotado. 

 

 

Superdotados também tiram notas baixas[T1] 

 

 

O que a maioria das pessoas imagina, quando se fala em crianças superdotadas, são aqueles geniozinhos típicos de filmes norte-americanos da sessão da tarde, que tiram notas fantásticas e constroem computadores para as feiras de ciências. A realidade, porém, pode ser bem diferente: os superdotados são pessoas comuns, que também tiram notas baixas e muitas vezes nem conhecem seu potencial.

Pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de Brasília (UnB) com pré-adolescentes e adolescentes de baixa renda no Distrito Federal revela que o rendimento escolar de superdotados é similar ao dos outros alunos. O trabalho mostrou, inclusive, que esse desempenho pode ser ruim, pois 42% dos superdotados que participaram dos estudos já reprovaram ou estão defasados em relação ao ano letivo. No caso dos outros alunos, esse número chega a 50%.

A psicóloga Jane Farias Chagas, autora da pesquisa, atribui esse dado a fatores como dificuldades socioeconômicas, tédio do estudante, má organização do currículo escolar e preparação dos professores. "O superdotado de baixa renda encontra dificuldades muito maiores e têm realidades diferentes daquelas vividas pelos mais abastados, o que reflete diretamente em seu rendimento escolar", afirma Jane. Muitos têm de trabalhar e estudar, dependem de várias conduções diariamente e não encontram na escola pública um ambiente rico em recursos sócio-culturais que respondam às suas expectativas. "Eles acabam não tendo condições de explorar seu potencial e ficam frustrados", reforça a pesquisadora.

Justamente por causa do desempenho acadêmico insatisfatório, muitos superdotados passam despercebidos. "É necessário um olhar mais apurado para perceber o potencial dessas crianças e dar um acompanhamento correto", explica Jane. Dos 67 alunos matriculados na turma especial para superdotados em que Jane foi professora, apenas 14 eram menos favorecidos. "Mais retraídos e com baixa auto-estima, esses talentos podem ser perdidos se pais e professores despreparados não entenderem que notas baixas não significam falta de capacidade", alerta a psicóloga. Já existe um programa do IP voltado a dar orientações a pais de crianças superdotadas (leia abaixo). Porém, falta informação, tanto a pais quanto a educadores, para detectar os meninos talentosos.

Mateus Marinho, o menino poeta obidense

 

Por João Canto. 

Mateus Nunes Marinho, menino de 8 anos de idade, morador da Comunidade Boa Nova, Paraná de baixo, no Município de Óbidos,  ficou famoso durante este mês de maio, quando sua tia divulgou nas redes sociais suas poesias e um vídeo, o qual fala sobre a vontade de ser poeta, mudar a sua vida e de seus familiares.

Nesta matéria, transcrevemos algumas poesias de Mateus Marinho, as quais estamos publicando, iniciando com a poesia em que Mateus se apresenta como poeta. Veja:

MEU PERFIL

Ao rimar este poema
O alfabeto vou usar
Pra contar minha história
Do povo deste lugar.

Mateus é o meu nome
Escrito com a letra “m”
Com sete anos de idade
Já tenho a capacidade
De escrever o meu poema.

Sou filho do interior
Com muito orgulho de ser
Não tenho pai registrado
Com uma mãe do meu lado
Uma vó que me irradia
Não tenho a capacidade
De enxergar a luz do dia.

É normal que todo mundo
Tenha uma vocação
Vou me tornar um poeta
Pra alegrar seu coração.

Todo dia eu peço a Deus
Saúde pra estudar
Pra ser alguém na vida
E minha família ajudar.

Na vida: Ninguém
É feliz sozinho
Preciso do seu carinho
Não quero mal a ninguém
Só quero deixar saudade
No coração de Alguém.

A poesia sobre os profissionais da saúde ficou famosa rapidamente, assim como Mateus. Daí em diante, vários sites, TVs e principalmente através das redes sociais, as notícias se espalharam, mostrando a vocação de Mateus e sua motivação em querer ser poeta. http://www.obidos.net.br/index.php/cultura/poesia/3398-mateus-marinho-o-menino-poeta-obidense

'Tenho como inspiração o poeta Bráulio Bessa', diz menino de 7 anos que escreve e declama poemas, no interior do Pará

O menino mora com a mãe e avó na comunidade de Boa Nova, no município de Óbidos.

Por Kamila Andrade, G1 Santarém — PA 21/05/2020

De pior aluno da escola e com muito problemas familiares, Mateus Nunes Marinho, de 7 anos, viu seus dias mudarem por meio de poemas. Ele começou o interesse pela poesia, após assistir uma novela em que o personagem era poeta. A partir daí, inspirado pelo poema "Recomece" de Bráulio Bessa, o pequeno começou a versar com autoria própria na comunidade Boa Nova, no município de Óbidos, no oeste do Pará.

Sem pai, com a mãe com problemas mentais e avó cega, Mateus estava se tornando uma criança agressiva na escola e até mesmo dentro de casa. No colégio, os responsáveis sempre eram chamados para serem advertidos pelas atitudes do menino com os colegas e até mesmo com a professora https://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/2020/05/21/tenho-como-inspiracao-o-poeta-braulio-bessa-diz-menino-de-7-anos-que-escreve-e-declama-poemas-no-interior-do-para.ghtml


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