Amanda Graciano: ‘Uso massivo da IA irá provocar uma
redução significativa de empregos Este texto está nos blogs:
theodianobastos.blogspot.com.br e no FACEBOOK “Parem tudo,” pedem Musk, Wozniak e
centenas de líderes tech 29 de março de 2023 Elon Musk, Steve Wozniak e
centenas de outros executivos de tecnologia e pesquisadores de ponta pediram
hoje que os laboratórios de inteligência artificial suspendam por pelo menos
seis meses o desenvolvimento de sistemas de IA que sejam mais poderosos do que
o recém-lançado GPT-4. O documento, cujo título é “Pausem os
Experimentos Gigantes em IA: Uma Carta Aberta”, foi divulgado esta manhã pela
Future of Life, uma instituição que tem Musk entre seus maiores
financiadores. O texto afirma que “os sistemas de IA com inteligência
competitiva com a humana podem oferecer riscos profundos para a sociedade e
humanidade, como demonstrado por extensiva pesquisa e reconhecido por
laboratórios de ponta de IA”. “Como foi afirmado no amplamente apoiado
Princípios de Asilomar, a inteligência artificial avançada pode representar uma
transformação profunda na história da vida sobre a Terra e deveria ser
planejada e administrada com atenção e recursos compatíveis.” Os
Princípios de Asilomar são um conjunto de 23 diretrizes listadas em uma
conferência ocorrida em 2017 na Califórnia. De acordo com a carta, esses
cuidados não estão sendo tomados: os signatários afirmam que os laboratórios de
AI estão “numa corrida fora do controle para desenvolver e empregar mentes
digitais cada vez mais poderosas que ninguém – nem mesmo seus criadores –
conseguem compreender, prever e controlar com confiança.” “Sistemas de IA
poderosos deveriam ser desenvolvidos apenas quando tivermos a certeza de que
seus efeitos serão positivos e seus riscos serão administráveis,” diz o
texto. Daí a recomendação para que o desenvolvimento de sistemas mais
avançados que o GPT-4 seja suspenso imediatamente. A pausa deve durar até que
se crie um protocolo global para a utilização dessa tecnologia. Se não
for possível coordenar essa suspensão temporária de maneira voluntária e
verificável, os signatários recomendam que os governos atuem para “instituir
uma moratória” nos experimentos. No subtexto da carta está o temor de que
a tecnologia atinja o conceito de “singularidade”, um estado em que a
capacidade de processamento da máquina será superior à do cérebro humano –
dando à máquina autonomia de pensamento. O conceito foi formulado pela primeira
vez pelo matemático John Von Neumann e mais tarde elaborado em obras icônicas
como Future Shock, escrito por Alvin Toffler em 1970, e The Age of Spiritual
Machines, de Ray Kurzweil, de 1999. Recursos de inteligência artificial
já fazem parte do dia a dia das pessoas e são utilizados por empresas em todo o
mundo, incluindo a Tesla de Elon Musk. Mas a nova geração de bots e
sistemas de IA que desafiam a inteligência humana elevou o grau de preocupação
dos pesquisadores. O alerta ocorre após a enorme popularidade alcançada
pelo ChatGPT, criado pela OpenAI, sobretudo depois de o sistema ter sido
embarcado no Bing, da Microsoft. O chatbot com “capacidade humana” foi lançado
em novembro – logo suplantado pelo GPT-4, também da OpenAI, lançado este mês. O
GPT-4 é um “grande modelo multimodal” que aceita imagens e textos como inputs.
Ele demonstra uma performance similar à humana em diversas atividades
profissionais e acadêmicas – por exemplo, passando em um simulado do exame para
exercer a advocacia nos EUA. (A nota obtida o colocou entre os 10% de
melhor desempenho, enquanto o GPT-3.5 também passou na prova, mas ficou entre
os 10% piores.) A OpenAI nasceu sem fins lucrativos e teve Musk entre seus
fundadores. Mas em janeiro, recebeu um aporte bilionário da Microsoft, que vai
investir US$ 10 bilhões na startup e passou a usar os recursos desenvolvidos
pela empresas em seus programas e aplicativos. Entre as Big Techs, a Microsoft
agora assumiu a dianteira em IA, empregando os seus recursos em diversos
serviços e aplicativos. O Google e as big techs chinesas correm por fora – e é
essa disputa que causa preocupação entre os pesquisadores. O tema é
bastante caro a Musk. Em 2015 ele já havia sido o organizador de uma outra
carta aberta sobre o assunto, que contou com o apoio de Stephen Hawking e
outros cientistas. O texto dizia que a IA poderia trazer grandes benefícios,
mas que era preciso dar atenção a seus riscos. A nova carta pode
ser assinada por qualquer pessoa na página da internet da Future of Life. O
número de apoiadores já passa de mil, incluindo nomes como Yuval Noah Harari, o
escritor de professor da Hebrew University of Jerusalem; Stuart Russell –
professor ciência da computação em Berkeley e diretor do Center for Intelligent
Systems; Evan Sharp, o cofundador do Pinterest; Rachel Bronson, presidente do
Bulletin of the Atomic Scientists; Jaan Tallinn, cofundador do Skype; e Yoshua
Bengio, professor do Departamento de Ciência da Computação da Université de
Montréal.
SAIBA
MAIS EM: https://braziljournal.com/inteligencia-artificial-esta-fora-do-controle-parem-tudo-pedem-musk-wozniak-e-centenas-de-lideres-tech/ .
sábado, 1 de abril de 2023
INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL ESTÁ FORA DE CONTROLE
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023
GURGEL, O SONHO DE UM FABRICANTE DE AUTOMÓVEIS BRASILEIRO
História mostra o desejo quase obstinado de João Augusto Conrado do Amaral Gurgel em fabricar um veículo 100% nacional
Por Raphael Panaro
João Amaral Gurgel
e o modelo Supermini (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
1º de setembro de 1969 é uma data que vai ficar marcada para sempre
na história da indústria automobilística brasileira. Há 50 anos, o engenheiro mecânico e eletricista João Augusto
Conrado do Amaral Gurgel realizava um sonho e fundava a Gurgel Motores, uma
fabricante de automóveis 100% nacional.
Mas a narrativa começa 20 anos antes. Em 1949,
Gurgel se formava na Escola Politécnica de São Paulo. Seu projeto de conclusão da graduação era um carro popular que
atendesse as necessidades brasileiras.
O nome era sugestivo: Tião. Reza a lenda que seu
orientador jogou um balde de água fria na ideia mirabolante falando que “carro
não é algo que se fabrica, carro se compra”. Gurgel
apresentou uma proposta de guindaste para finalizar seus estudos. A ideia do
automóvel, no entanto, nunca saiu de seu imaginário.
Começou
fazendo karts e pequenos modelos infantis. Eram bem feitos, funcionais com motores
monocilíndricos e capacidade para duas crianças.
Em setembro de 1969 a coisa ficou mais séria. Ainda
em São Paulo, Gurgel fabricou seu primeiro carro: Ipanema. A história da marca traz nomes dos veículos bem
enraizados do Brasil, principalmente de tribos indígenas.
Tratava-se de um bugre com capota de lona e feito
de plástico reforçado com fibra de vidro. Usava componentes (suspensão e motor
a ar 1.6) da Volkswagen. A clássica mecânica de Fusca ajudava na imagem de
confiabilidade.
Surpreendeu tanto por sua capacidade no fora de
estrada que, quatro anos depois, o Ipanema ficou mais robusto e foi
transformado em uma espécie de jipe, com linhas bem quadradas. O nome? Xavante.
Gurgel registrou a patente do chamado Plasteel, um
chassi que misturava plástico e aço.
A carroceria do Xavante continuava a ser feita de plástico reforçado com fibra
de vidro – e agora tinha um estepe sobre o capô. As rodas vinham calçadas em
pneus de uso misto.
A novidade era o Selectraction, que garantia um bom
desempenho off-road. A tecnologia da época consistia, por meio
de alavancas, em frear a roda que patinava, por exemplo, e transferir a força
para a outra roda com mais aderência e assim vencer o obstáculo – o que faz o
diferencial nos dias atuais ou o sistema Locker da Fiat.
O Xavante foi um dos principais produtos da Gurgel,
perdurando quase até o fim da empresa. Caiu nas graças do Exército Brasileiro,
que comprou um grande lote. Estes modelos caíram nas graças
do Exército Brasileiro – havia uma versão específica para as Forças Armadas.
Na sequência vieram as evoluções, X-10 e X-12, este último uma variante civil.
Com o sucesso, Gurgel resolver expandir o negócio
e, em julho 1973, comprou um terreno em Rio Claro, no interior de São Paulo,
para construir uma fábrica maior, que ficaria pronta dois anos mais tarde.
Nesse ínterim, outro passo ousado foi dado: um
projeto de carro elétrico. O nome era mais uma homenagem ao Brasil: Itaipu
E150, referente a usina hidrelétrica no Paraná. O carrinho minimalista de apenas dois lugares e
design geométrico teve 27 protótipos produzidos. Pesava 460 kg, sendo 320 kg
apenas das baterias.
A velocidade máxima dos primeiros modelos chegava a
30 km/h – os últimos atingiam 60 km/h. Apesar da previsão de começar a ser
produzido em série a partir de dezembro de 1975 – com a expansão da fábrica de
Rio Claro –, o Itaipu sofreu naquela época com problemas que são uma grande
questão para os veículos elétricos atuais: peso das baterias, autonomia e
durabilidade.
O modelo parou na fase conceitual e os protótipos
viraram item de colecionador. Se tivesse sido produzido em série, o Itaipu
seria o primeiro elétrico feito no Brasil — embora possa ser considerado como
tal, uma primazia da Gurgel. A
Caoa Chery será a primeira a fazer um modelo elétrico em massa no Brasil, como
o sedã Arrizo 5e (confira o teste).
Mais tarde, em 1980, Gurgel ainda apostaria no
Itaipu E400, um furgão também elétrico que fez parte da frota de empresas
brasileiras de eletricidade, mas também durou pouco. Tinha o equivalente a 11 cv, 80 quilômetros de autonomia e as
baterias levavam até dez horas para serem recarregadas.
Voltando a 1976, o X12 passou a ter teto rígido,
faróis embutidos na carroceria e um guincho na dianteira com 25 metros de
extensão para encarar situações no fora de estrada. Em 1979, Gurgel lançou o furgão X15 – e suas variantes – e expôs
sua linha de produtos no importante Salão de Genebra, na Suíça. Nessa
época a gama da Gurgel chegava a ter uma gama de dez modelos – todos movidos a
gasolina ou álcool.
O empresário não era muito a favor do combustível
vegetal. Dizia que era melhor “usar as terras para o plantio de alimentos
do que para alimentar veículos”.
No início dos anos 1980 a Gurgel resolve apostar no
XEF, um sedã de duas portas e com três bancos dianteiros. Tinha apenas 3,12 metros (um VW up! tem 3,68
m), 680 kg e mecânica da Volkswagen Brasília. O tamanho diminuto, a falta de
capacidade para levar grandes bagagens e, sobretudo, o preço prejudicaram as
vendar do mini sedã.
Nos anos seguintes, o X12 – principal modelo da
Gurgel e que foi rebatizado para Tocantins – passou por diversas atualizações.
Até que, em 1984, surgiu o Carajás, uma espécie de SUV da época com motor 1.8
de origem VW e refrigeração líquida – e não a ar como os demais. O desenho era quadradão, com o estepe em cima
do capô. A suspensão era independente nas quatro rodas.
Em 7 de setembro 1987, João do Amaral Gurgel ousa
novamente. Cria o CENA – sigla para Carro Econômico
Nacional. O carro foi projetado para o ser o veículo mais barato vendido no
Brasil.
Era pequeno, frágil e usava motores VW modificados:
dois cilindros, 650 cm³ (com 26 cv) ou 800 cm³ (com 32 cv) refrigerados a
água – à época diziam que era motor de
Fusca 1.200/1.300 cortados ao meio, uma mentira.
O nome CENA, por sua vez, foi alvo de conflito com
a família do piloto brasileiro Ayrton Senna. Em 1988, saía o CENA e
surgia o icônico BR800. O número foi
devido à cilindrada do motor – a Gurgel abandonou o de menor deslocamento.
Gurgel fez uma campanha agressiva de
comercialização do novo modelo. A única forma de adquirir o produto era
comprando ações da Gurgel Motores S/A, uma ideia para capitalizar a companhia
e, com isso, expandir a produção. A campanha citava outro
lendário empresário automotivo de sucesso: “se Henry Ford o convidasse para ser
seu sócio, você não aceitaria?".
E deu certo: 8 mil pessoas aderiram ao projeto. O
carro valia cerca de US$ 3 mil dólares e outros US$ 1.500 foram angariados em
venda de participação. Quem comprou se deu bem: um ano depois o
BR 800 tinha ágio de 100% e mais de mil unidades emplacadas.
O sonho de ter um carro compacto 100% nacional
durou pouco, entre 1988 e 1991. Mas teve seus méritos enquanto durou. O motor 0,8 litro, feito de alumínio e silício, foi um deles.
Projetado pela própria Gurgel, funcionava bem com refrigeração a água e sistema
de ignição que dispensava distribuidor.
Mas não se entendia bem com a transmissão de
relações longas, vinda a picape Chevy 500. O resultado era pouca
agilidade. Outro problema ficava por conta da ventilação
precária da cabine, o que tentou ser resolvido com uma escotilha pequena na
capota. Prejudicado pela legislação tributária e pelos fortes
concorrentes no mercado, o BR 800 deixou de ser fabricado quatro anos depois do
lançamento.
A década de 90, que tinha tudo para alavancar a
Gurgel, na verdade, teve efeito oposto. O governo do presidente Fernando Collor
abriu o mercado e isentou todos os carros com motor menos que 1.0 de IPI – e
provocou a vinda de uma enxurrada de fabricantes
Gurgel foi pioneiro
e fez o primeiro carro 100% nacional (Foto: Divulgação) — Foto: Auto Esporte
Foi a vez do Fiat Uno virar o popular mais vendido,
uma vez que a Chevrolet, Ford e Volks apostaram em carros mais pesados (Chevette
Junior, Escord Hobby e Gol 1000). Relembre a história dos 35 anos do Uno.
Motomachine - Com
portas translúcidas, o Motomachine só poderia ser comprado por acionistas da
Gurgel. E neste mesmo ano, o BR-800 passaria a ser vendido sem o pacote
compulsório das ações da empresa: qualquer um podia adquirir o veículo.
O BR800 ainda evolui para o Supermini em 1992 para
rivalizar com a grande concorrência. O
carrinho tinha 3,19 metros de comprimento e apenas 1,90 m de distância
entre-eixos.
A Gurgel teve tempo de pensar no projeto Delta para
tentar sobreviver. Era outro carro de
baixo de custo que tinha, inclusive, previsão de ser feito no Ceará. Porém, o
governo do Estado não honrou com os compromissos e o modelo nunca saiu do
papel.
Fim da história
Em meados de 1993, o fim do fabricante nacional
estava próximo. A Gurgel entra em concordata. A última tentativa de salvar a marca – e a fábrica
– foi o pedido de empréstimo de US$ 20 milhões ao Governo Federal. Um ano depois, em 1994, a Gurgel declara falência – 40 mil carros
foram vendidos em toda a história –, porém o sonho, a trajetória e a
contribuição de João Augusto Conrado do Amaral Gurgel – que faleceu em 2009 –
seguem na memória 50 anos depois.
A história da Gurgel volta à tona em 2004. Mas de
uma forma bem esquisita.
Um empresário paulista aproveitou a prescrição do
registro do nome Gurgel no Instituto Nacional da Propriedade Industrial
(INPI) e o comprou – inclusive com o logotipo.
Diz-se que pagou módicos R$ 850,00. Fato é que a "nova marca"
comercializa triciclos e empilhadeiras chinesas e a sede da empresa está
localizada na cidade de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.
MORADORES DE RUA, 281,4 MIL MORAM NAS RUAS DO BRASIL
Por THEODIANO BASTOS
É uma coisa triste de se ver as pessoas em pleno dia dormindo nas calçadas. Aqui na Grande Vitória o número cresce a cada dia.
População em situação de rua supera 281,4 mil pessoas no Brasil
A população em situação de rua no Brasil cresceu 38% entre 2019 e 2022, quando atingiu 281.472 pessoas. A estimativa, que revela o impacto da pandemia de Covid-19 nesse segmento populacional, consta da publicação preliminar “Estimativa da População em Situação de Rua no Brasil (2012-2022)”, divulgada nesta quarta-feira (07), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O estudo inédito, que será detalhado posteriormente em nota técnica, atualiza a estimativa de população em situação de rua em nível nacional.
Em uma década, de 2012 a 2022, o crescimento desse segmento da população foi de 211%. Trata-se de uma expansão muito superior à da população brasileira na última década, de apenas 11% entre 2011 e 2021, na comparação com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O crescimento da população em situação de rua se dá em ordem de magnitude superior ao crescimento vegetativo da população. Além disso, esse crescimento se acelerou nos últimos anos”, comentou o pesquisador do Ipea Marco Antônio Carvalho Natalino, autor do estudo que analisou a evolução no quantitativo de pessoas em situação de rua até 2022.
A pesquisa avalia que o Brasil ainda precisa evoluir para uma contagem censitária mais precisa e efetiva da população em situação de rua. Natalino lembrou que, em 2010, essa população foi incluída no Cadastro Único e, em 2011, passou a ter direito de acesso aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) mesmo sem comprovante de residência. Em 2012, foi regulamentado o funcionamento dos Consultórios na Rua (CnR). “Esse breve resgate histórico deixa claro o quão próximos ainda estamos de um legado de tratamento do povo da rua como, na melhor das hipóteses, cidadãos de segunda classe”, afirmou o pesquisador no estudo. Para ele, a contagem dessa população pelo poder público é estratégica, pois, do contrário, corre-se o risco de reproduzir a invisibilidade social desse segmento na gestão das políticas públicas.
Na primeira estimativa nacional, feita em 2015, foram utilizados dados oficiais informados por 1.924 prefeituras. Com o início da pandemia, a estimativa foi atualizada até março de 2020, quando 1.940 municípios tinham 124.047 pessoas em situação de rua. Em 2021, 1.998 municípios reuniam 181.885 pessoas nessa situação. Para a estimativa atual, o pesquisador do Ipea na Diretoria de Estudos e Políticas Sociais também recorreu a dados oficiais informados por administrações municipais. Natalino baseou-se ainda nos dados do Censo Suas (2021), processo de monitoramento do Sistema Único de Assistência Social, no último dado disponível do Cadastro Único (CadÚnico), de julho de 2022, além de um conjunto de variáveis socioeconômicas como taxas municipais de pobreza e de urbanização.
Assim, para 2020 e 2021, os números estimados da população em situação de rua são, respectivamente, 214.451 e 232.147 pessoas. Entre 2021 e 2022, os dados acompanharam o crescimento acelerado nos registros do Cadastro Único. Já o aumento verificado entre 2019 e 2020 é comparativamente modesto, assinalou Natalino. “É possível que parte da explicação para esse resultado sejam os problemas relacionados aos dados de 2020, resultando em um viés de subestimação, e que o mesmo fenômeno tenha afetado, em algum nível, também os números oficiais para 2021”, ponderou o pesquisador em seu estudo.
Embora a contagem oficial desse segmento esteja prevista na Política Nacional para a População em Situação de Rua (PNPR) desde dezembro de 2009, os censos demográficos de 2010 e de 2022 – este ainda em andamento pelo IBGE – seguiram o método tradicional de contagem, que inclui somente dados sobre a população domiciliada. “Isso implica prejuízos para a correta avaliação da demanda por políticas públicas por parte desse segmento”, disse Natalino, ao lembrar da recente dificuldade do Ministério da Saúde em alocar um número adequado de vacinas contra a Covid-19 para essa população.
POLÊMICA DOS JUROS
José Casado em VEJA: inflação alta e economia débil, deixam Lula aflito.
Corrosão inflacionária e crescimento econômico
pífio incomodam presidente mais do que as dores decorrentes de uma inflamação
recorrente no joelho
O avanço da inflação e a debilidade da economia
incomodam Lula mais do que as dores decorrentes de uma inflamação recorrente no
joelho.
Ele considera “um desastre” a perspectiva de
atravessar os próximos 24 meses com um dos mais baixos desempenhos econômicos
entre países em desenvolvimento.
Essa possibilidade, lembrou em reunião nesta
quarta-feira (8) com chefes de partidos que apoiam o governo, foi delineada
pelo Fundo Monetário Internacional em projeções divulgadas em Washington, na
semana passada.
No cenário do FMI, a economia brasileira deve crescer
1,2% neste ano e 1,5% em 2024, ano de eleições municipais. Seria metade da
média das últimas três décadas.
Lula citou o relatório, não comentou os números, mas
deixou transparecer preocupação: “O que posso dizer para vocês é que confio que
a economia vai voltar a crescer. Depende muito de nós.” Leia mais em: https://veja.abril.com.br/coluna/jose-casado/inflacao-alta-e-economia-debil-deixam-lula-aflito/
A TRAGÉDIA YANOMAMI
Por THEODIANO BASTOS
27.723
indígenas Yanomami ocupam uma área de 96.650 km2, um pouco maior que Portugal e
no entanto morrem de fome, malária e tuberculose. Não conseguem produzir
alimentos pois usam técnicas rudimentares de cultivo e tudo foi agravado com a
invasão de mais de 20 mil garimpeiros à procura de ouro e cassiterita as matas
foram devastadas e os rios contaminados com mercúrio. Os indígenas trabalham
para os garimpeiros e recebem como pagamento alimentos ultra processados. Este texto está nos blogs:
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Na década de 50 (52/53) O Brasil tomou conhecimento
da existência dos Yanomami com a tragédia da índia DIACUI Aiute Kalapalo a “Cinderela dos
Trópicos” e se comoveu com a história.
Na época,
Assis
Chateaubriand (Francisco de Assis Chateaubriand
Bandeira de Mello, ou Chatô, era um magnata da
comunicação, dono da TV Tupi, revista O Cruzeiros e diário e rádios associados e
se promoveu com a história, publicando na revista
uma série de fotorreportagens sobre a relação do sertanista Ayres Câmara Cunha
com a índia Diacuí. A revista ajudou Ayres a obter autorização para o seu
casamento civil e religioso com a índia e teve participação ativa no processo
de aculturação a que ela foi submetida.
A série abrange desde o noivado de Diacuí com
o homem branco, passando por sua estadia no Rio de Janeiro, onde se casou na
Igreja da Candelária tendo Chateaubriand
como padrinho. Ela retornou ao Xingu, até
o desfecho trágico de sua história.
Um ano depois, em 1953, já grávida, Diacuí estava sozinha na aldeia
enquanto Ayres havia viajando a trabalho, deixando-a às vésperas do parto. Na
aldeia não havia médicos, nem parteiras, nem remédios, não havia nada. Durante o parto,
Diacuí morreria, sangrando.
"Os Yanomami são um povo indígena que habita a
região de fronteira entre o Brasil e a Venezuela, no norte da Floresta
Amazônica. Do lado brasileiro, as Terras Indígenas Yanomami ocupam uma área de 9,6
milhões de hectares, entre o estado de Roraima e o estado do Amazonas, e
abrigam mais de 26 mil pessoas, totalizando oito comunidades indígenas. A
sociedade yanomami está organizada em casas comunitárias ou aldeias autônomas,
onde as decisões são tomadas conjuntamente e as tarefas, como a caça e a
agricultura, são divididas entre homens e mulheres."
RELÓGIO DO JUÍZO FINAL
O importante grupo de cientistas nucleares - Bulletin of the Atomic Scientists - anunciou, nesta terça-feira (24/1/23), que o fim do mundo está mais próximo do que nunca. Faltam '90 segundos' para o apocalipse.
O relógio não foi projetado para medir categoricamente as ameaças
existenciais, mas sim para iniciar conversas sobre temas científicos difíceis,
como as mudanças climáticas e acordo com o Bulletin of Atomic Scientists,, que
criou o relógio em 1947
A lógica do Relógio é: quanto mais perto da
meia-noite estiverem os ponteiros do relógio, mais próximo estará também o
mundo do seu fim. Este ano, o grupo de cientistas anunciou que estamos a 90
segundos do fim do mundo, o mais perto que o relógio do juízo final já chegou
da meia-noite desde sua criação, em 1947. Um fator importante para isso foram
as ameaças da Rússia sobre usar armas nucleares contra a Ucrânia. Este texto está nos blogs:
theodianobastos.blogspot.com.br e no FACEBOOK Como funciona
o relógio do juízo final
Quando
a contagem começou, o relógio estava a sete minutos da meia-noite.
O relógio é considerado uma boa ideia de marketing para fomentar a
discussão sobre eventos catastróficos, mas não uma medição exata de quanto
tempo ainda resta no planeta. Apesar da explicação simples, a posição dos
ponteiros do relógio é determinada por uma série de cálculos matemáticos
complexos que medem a probabilidade real dos eventos acontecerem.
Entre eles estão guerras nucleares, doenças epidêmicas e mudanças
climáticas. O relógio foi criado logo depois da Segunda Guerra Mundial, quando
os cientistas, entre eles o físico Albert Einstein, começaram a se preocupar com a corrida armamentista
entre Estados Unidos e União Soviética.
Quando a contagem começou,
o relógio estava a sete minutos da meia-noite. Em meio às tensões nucleares, o
relógio chegou a marcar dois minutos para o fim do mundo, em 1953.
Com o fim da guerra fria,
voltou para 17 minutos. No início deste século com o avanço das mudanças
climáticas e ameaças nucleares da Coréia do Norte, ele voltou a marcar dois
minutos. Em 2021 e 2022, o relógio chegou a marcar 100 segundos para a
meia-noite, por causa da pandemia da covid-19 e dos riscos de uma nova corrida
armamentista.
SAIBA MAIS EM: https://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2023/01/24/interna_internacional,1448665/relogio-do-juizo-final-faltam-90-segundos-para-apocalipse.shtml - https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/o-que-e-o-relogio-do-juizo-final-e-o-que-acontece-quando-ele-marcar-meia-noite/
quarta-feira, 21 de dezembro de 2022
VAZIO EXISTENCIAL, AS REDES FAZEM MAL
Diz Orkut Buyukkokten, Engenheiro de dados turco que criou uma das primeiras plataformas sociais do mundo propõe um novo modelo que valorize a relação sadia entre as pessoas
Com o Orkut, o senhor praticamente inventou o
conceito de redes sociais. O que acha delas hoje em dia?
Se você pensar nas redes sociais de antigamente,
com o Orkut e as comunidades, vai lembrar que as pessoas usavam a plataforma
para fazer novos amigos. E há tantas histórias incríveis sobre usuários que
encontraram o emprego dos sonhos, conheceram o melhor amigo ou engrenaram
romances, casando-se e tendo filhos. Aqueles eram dias, no início dos anos
2000, em que a mídia social existia para as pessoas se conectarem, se sentirem
menos solitárias e serem mais felizes. Desde então, houve enormes avanços em
tecnologia, como a inteligência artificial de aprendizado de máquina. Agora
temos os algoritmos que selecionam nosso feed de conteúdo, e isso mudou o
cenário de forma relevante.
O senhor considera, então, que algoritmos são o grande
problema das redes sociais?
A pergunta é outra. Os algoritmos são
otimizados para aumentar a felicidade e unir as pessoas ou apenas para produzir
lucro? As mídias sociais de hoje têm tudo a ver com ganhar dinheiro.
Se pensar no mundo atual, vivemos em um ambiente de
vigilância. Cada experiência humana que temos on-line é convertida em dados. E
essas informações são usadas para construir modelos que preveem o comportamento
de cada pessoa. Nós, humanos, tomamos decisões de maneiras previsíveis. Como
resultado, os códigos são capazes de facilitar a manipulação.
E quais as consequências?
“Nas redes, nós lutamos apenas por engajamento em vez de tentar nos
conectar uns com os outros. Como resultado, há casos de depressão e até
suicídio” LEIA MAIS EM:
https://veja.abril.com.br/paginas-amarelas/as-redes-atuais-fazem-mal-diz-orkut-buyukkokten/