domingo, 26 de maio de 2019

PROJETO CAÇA – TALENTOS








                                     

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                                PROJETO CAÇA – TALENTOS


QUEM SÃO, QUANTOS SÃO E AONDE ESTÃO OS SUPERDOTADOS?

Exclusivamente para alunos do ensino fundamental e médio
                                  
               O projeto Caça-Talentos é inédito no Brasil, porquanto pretende mapear o Espírito Santo com o objetivo de identificar: Quem São?  Quantos são? e Aonde estão? Crianças e adolescentes, entre 7 e 16 anos, estudantes do ensino fundamental e médio do Estado, com altas habilidades/superdotados. O projeto Caça-Talentos foi.apresentado pelo  CEPA – Círculo de Estudo, Pensamento e Ação à UFES  - Universidade Federal do Espírito Santo e a SEDU –Secretaria de Educação do Espírito Santo.

            O projeto também pretende despertar entre os jovens o espírito cientifico, facilitando a expressão de sua imaginação criadora; criar condições para detectar talentos e formar empreendedores; criar condições para a inserção social dos jovens talentos, com prioridade para escolas públicas, facilitando o desenvolvimento da auto estima, a formação de sua própria identidade; criar condições de acompanhamento de desenvolvimento pessoal e formação básica dos estudantes inseridos nos programas do projeto Caça Talentos; objetivo do CEPA parte de uma razão ideológica; a da “revolução na educação” e da “revolução pela educação”, lutar contra a cultura da “cidadania silenciosa” e despertar lideranças entre jovens
                    Tem, também, por objetivos a mobilização da sociedade civil organizada para o desenvolvimento da cidadania, da solidariedade e da cultura do voluntariado, principalmente entre os aposentados que se disponham a oferecer consultoria, assessoria e intercâmbio de experiência nos programas de empreendedorismo, promovendo a cultura da paz, da ética, da cidadania, da preservação do meio ambiente e dos direitos humanos entre os jovens.

 por outro lado,  o espaço geogr
OBJETIVOS

  • Detectar talentos individuais nas áreas de ciência, tecnologia e literatura entre estudantes dos ensinos fundamental e médio do Estado;
  • Despertar entre os jovens o espírito cientifico, facilitando a expressão de sua imaginação criadora ;
  • Criar condições para detectar talentos e formar empreendedores;
  • Criar condições para a inserção social dos jovens talentos com prioridade para  escolas públicas, facilitando o desenvolvimento da auto estima, a formação de sua própria identidade;
  • Criar condições de acompanhamento de desenvolvimento pessoal e formação básica dos estudantes inseridos nos programas do projeto Caça Talentos ;
JUSTIFICATIVA

Responsabilidade Social tornou-se palavra de ordem nos tempos da nova economia e globalização. Consumidores voltam cada vez mais seus olhos para os investimentos realizados pelas empresas nas áreas social e cultural, valorizando o seu compromisso com o desenvolvimento da sociedade.

Considerando o sistema sócio econômico atual, torna-se cada vez mais necessário o investimento em jovens talentos para que desenvolvam projetos com custos reduzidos, com melhor qualidade e integrados ao meio ambiente.

Sob o aspecto psicopedagógico, e utilizando os estudosnte do conhecimentoagoga,psicanalista , preservaç sobre os movimentos do ser humano diante do conhecimento, o CEPA - Circulo de Estudos, Pensamento e Ação tem como proposta abrir o caminho para que esses movimentos sejam disponíveis aos jovens estudantes, permitindo-lhes sair do conhecimento indiferenciado, ou seja, do conhecimento caótico, sem direção, para o conhecimento integrado, organizado, passando pelos movimentos de diferenciação e separação.

O CEPA- Circulo de Estudos, Pensamento e Ação, coerente com sua proposta ideológica, assume a responsabilidade de desenvolvimento da dimensão social e cultural no processo de aprendizagem, criando condições  para que esses jovens tenham o direito e a liberdade de se expressar, de acordo com a área de seu talento. Somente havendo interação entre o ambiente que promova desafios emocionais e intelectuais é possível haver o desabrochar e o desenvolvimento do superdotado.
Assim, as empresas e instituições parceiras poderão acompanhar os jovens talentos cujo potencial e características sejam compatíveis com seus objetivos de crescimento, quantitativo e qualitativo, como possíveis futuros parceiros profissionais.

PÚBLICO - ALVO

Pela Estimativa da OMS – Organização Mundial de Saúde, portanto,  3,5 a 5%% dessas crianças e adolescentes seria constituída de altas habilidades/superdotados: 39.964 (5% sobre 799.285) total de alunos do ensino fundamental e médio do Espírito Santo, de escolas públicas e particulares, entre 7 e 16 anos, com prioridade para alunos das escolas públicas, de acordo com dados fornecidos pela SEDU – Secretaria de Estado da Educação do Espírito Santo, ou 62.184, considerando uma definição mais ampla de superdotação.

ABRANGÊNCIA

Alunos entre 7 e 16 anos matriculados em escolas públicas e privadas  de ensino fundamental e médio nos 78 municípios do Estado do Espírito Santo.
Em 2018, estavam matriculados no ensino fundamental 502.059 alunos; 394.741 no ensino médio; Ensino Fundamental – alunos com superdotação  15.051 (3% de 502.059)
Ensino Médio, educação especial e profissional nível técnico, alunos com superdotação: – 11.842 (3% de 394.741).

Segundo o último Censo Escolar do MEC em 2017, no ensino médio tinha 7,9 milhões de matriculados, dos quais 7,9% têm atividades em tempo integral. Já no ensino fundamental tinha 48,6 milhões de matriculados, ou seja um total de 56,5 milhões, dos quais 169 mil teriam superdotação (3%) e o BRASILNÃO PODE DESPERDIÇAR ESSES TALENTOS.

METODOLOGIA

A identificação de jovens talentos será por observação direta dos profissionais
de educação de escolas de ensino fundamental e médio, público e privado, capacitados.. Abordará assuntos relativos a terminologia, características, mitos, identificação do papel da família e da escola, modalidades de atendimento, dentre outros.

MODELOS TEÓRICOS DE SUPERDOTAÇÃO

A Profa. Dra. Zenita C. Guenther, em suas obras: “Capacidade e Talento” (editora Centro Pedagógico e Universitário) e “Desenvolver Capacidades e Talentos” (Editora Vozes)  , entre outras  diz: “ Critérios para avaliar sinais de talentos – Considera-se portador de sinais de talento e capacidade intelectual geral a criança cujo nome foi anotados em pelo menos seis dos seguintes itens: 1 - Melhores nas atividades extracurriculares e extraclasse; 2 – Mais curiosos, interessados e perguntadores;  3 – De melhor memória, aprendem e fixam com facilidades; 4 – Mais persistentes, compromissados, chegam ao fim do que fazem; 5 – Mais independentes, iniciam  o trabalho e fazem sozinhos; 6 – Entediados e desinteressados, sem serem atrasados; 7 – Mais ativos, perspicazes, observadores; 8 – Mais capazes de pensar e tirar conclusões; 9 – Mais levados, engraçados, “arteiros”; 10 – Que o professor considera mais inteligente: 11 – Que produzem respostas inesperadas e pertinentes.

MITOS SOBRE SUPERDOTADOS

Já a Profa. Dra. Ellen Winner em sua obra Crianças Superdotadas – mitos e realidades (Editora Artmed), eis os nove mitos sobre superdotação:

Mito 1: superdotação global.
O rótulo superdotado é mais frequentemente reservado para crianças com habilidades acadêmicas — ou seja, crianças com aptidões em linguagem (oral e escrita) e matemátioca, as duas área valorizadas na escola.

Mito 2: Talentosas, mas não superdotadas.
As crianças artística ou atleticamente superdotadas não são diferentes das crianças academicamente superdotadas.  

Mito 3: QI excepcional.  
A Dra. Hellen Winner diz que” Embora as crianças com alta habilidade em arte ou música seja chamadas de talentosas, não-superditadas, nós ainda supomos que estas cxrianças não poderiam fazer o que fazem sem ter um QI alto”.

Mitos 4 e 5: Biologia versus ambiente.
 “De onde vem a superdotação? O mito senso comum é de que a superdotação é inteiramente inata. Este mito folclórico ignora a poderosa influência sobre o desenvolvimento de aptidões”.

Mito 6:  O pai condutor.
Algumas pessoas afirmam que as crianças superdotadas são “fabricadas” por pais superzelosos concentrados no estrelato dos filhos. Os pais são advertidos a não empurrrar seus filhos, a deixa-los ter infância “normais”.  

Mito 7: Esbanjando saúde psicológica.
As crianças superdotadas freqüentemente enfrentam ridicularização, escárnio sobre ser “crentes”. A maioria das crianças capta facilmente os solitários, não atléticos estranhos, ou os exibicionistas com interesses estranhos, fora de contato com os dos seus pares.

Mito 8: Todas as crianças são superdotadas?
 Muitos diretores e professores afirmam que todas as crianças são superdotadas. Às vezes, isso significa que todas as crianças têm algumas áreas nas quais elas têm pontos fortes; outras vezes, significa que todas as crianças têm um potrencial igual para aprender.

Finalmente o Mito 9: As crianças superdotadas se tornam adultos eminentes.
Quando perguntei a uma diretoras de admissão de uma escola para superdotados o que o seu ewstabelecimento procurava nos candidatos, ela respondeu que era o QI e criatividade, diz a Dra. Ellen Winner, “Superdotação, usualmente, é visto como sinônimo não apenas de QI alto, mas também de criatividadse alta”. E continua:     
  
·         “As crianças podem ser superdotadas em uma área, mas na média, ou até mesmo com distúrbio de aprendizagem em outras”. Assim, as habilidades podem ser independentes umas das outras.
·         Ter um QI alto é irrelevante para superdotados em artes e música.
·         Os cérebros dos superdotados são atípicos.
·         As famílias desempenham  um papel muito mais importante no desenvolvimento de talentos excepcionais do que as escolas.
·         Como com uma inabilidade, a superdotação pode levar à infelicidade e isolamento social.

·         “Atributos de personalidade prevêem o que acontecerá com a criança superdotada na fase adulta mais confiavelmente do que o grau de superdotação”, e diz ainda:
“Certamente, serão encontrados nesse grupo quaisquer indivíduos que virão a resolver o vasto conjunto de problemas que ameaçam a sobrevivência humana”.

 1. Também chama atenção para a precocidade dos superdotadas. “Elas começam a dar os primeiros passos no domínio de alguma área em uma idade anterior à média”.
 2. Têm “uma insistência em fazer as coisas a seu modo. As crianças superdotadas não apenas aprendem mais rápido do que a média ou até mesmo do que crianças inteligentes, mas também aprendem de uma forma qualitativamente diferente.”
 3.  Têm “uma fúria por dominar” .  As crianças superdotadas são intrinsecamente motivadas a extrair sentido da área na qual demonstram precocidade. Elas exibem um interesse intenso e obsessivo, uma habilidade de focalizar agudamente e o que vim a chamar de uma fúria por dominar.

O QUE FAZER COM OS MAIS DOTADOS IDENTIFICADOS?

“Para que os mais dotados se tornem em esteios da sociedade, ou desempenhem o papel que deles se espera, faz-se necessário dispensar-lhes cuidados especiais. O problema dos mais dotados é de tal importância que só esforços conjugados da sociedade e dos governos poderão resolvê-los eficientemente” - Helena Antipoff

OBSTÁCULOS A SUPERAR:

O academicismo emperra o andamento dos projetos na área. “eles (os professores de sala de aula e equipes técnicas de educação básica. São esses os educadores com quem as crianças contam)  não podem ficar todo tempo esperando os acadêmicos
destrincharem suas questões polêmicas, traduções, divergências e pontos de vista. “Eles precisam começar a agir, imediatamente, pois as crianças crescem depressa, e seu potencial não pode esperar”, alerta a  Zenita Guenther.

RISCO DE DESVIO DE CONDUTA

Especialistas alertam que talentos podem ser desviados para atividades anti-sociais.  Os bandidos estão chegando primeiro a esses jovens que se despontam, levando-os a utilizar essa alta capacidade, que poderia trazer o bem para a sociedade, para fazer o mal, onde os jovens com altas habilidades/superdotados  encontram no mundo do crime o desafio, a instrução e a valorização que não tiveram na escola. Os melhores resultados são encontrados quando a família é parte ativa na educação.

“Encontrem as crianças e jovens mais capazes e talentosos, e vamos ajuda-los a se erguer, nem que seja pelos cordões dos próprios sapatos”, diz Zenita Guenther.  Mas do plano à obra há obstáculos a superar. A passagem do primeiro para o segundo depende de um entrosamento complexo, especialmente dos serviços públicos, que são enredados em regulamentos detalhados e burocracia excessiva e encontrar intelectual voltado para a ação é difícil.

Referências:
Guenther, Zenita C. Desenvolver capacidades e talento: um conceito de inclusão – Petrópolis – RJ  Vozes, 2000
Guenther, Zenita C – Capacidade e Talento – Um programa para a Escola – São Paulo – EPU, 2006
Winner, Ellen – Crianças superdotadas: mitoe realidades – Porto Alegre – RS -  ARTMED Artes Médicas, 1998

IDEALIZADORES:
Theodiano Bastos, fundador e Presidente do CEPA – Círculo de Estudo, Pensamento e Ação

CONTATOS:
·www.ongcepaes.blogspot.com.br
·  E-mails: theodiano@gmail.com; ongcepa@gmail.com

APOIO LOGÍSTICO 

 


terça-feira, 30 de abril de 2019

TABATA AMARAL, EXEMPLO PARA OS JOVENS

TABATA AMARAL, BIOGRAFIA
Por: Tamíris Almeida

Com 25 anos, garota prodígio da periferia, Tabata Amaral se elege deputada federal, a sexta mais votada em São Paulo, com 264.450 votos.

“Tabata Amaral de Pontes é filha de Maria Renilda Amaral Pires, diarista, e Olionaldo Francisco de Pontes, cobrador de ônibus, cofundadora do Movimento Mapa Educação e do Movimento Acredito, movimento político nacional e suprapartidário, que busca a renovação do congresso. Formada em ciências políticas e astrofísica pela Universidade Harvard. Tabata graduou-se com honras máximas e recebeu o Prêmio Kenneth Maxwell em estudos brasileiros e o Prêmio Eric Firth para o melhor ensaio sobre o tema de ideais democráticos por sua tese. Logo após a sua graduação, retornou ao Brasil para dedicar-se ao seu ativismo social.”  https://pt.wikipedia.org
Este texto está no blog O PERISCÓPIO: theodianobastos.blogspot.com.br
Da escola pública na periferia de São Paulo a Harvard, conheça quem é Tabata Amaral, a jovem que quer transformar a Educação Pública no Brasil.
Estudante de escola pública, Tabata Amaral, recebeu uma bolsa integral para fazer graduação na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Formou-se em Ciência Política em 2016 e, de volta ao Brasil, foi eleita deputada federal pelo PDT de São Paulo em 2018. Uma de suas principais bandeiras é a defesa por uma Educação de qualidade para redução das desigualdades no Brasil.

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Nascida na periferia de São Paulo, Tabata recebeu bolsa para estudar Ciências Políticas em uma das maiores universidades do mundo, Harvard. (Foto: Acervo Pessoal)
Futura & Educação: Como foi a sua trajetória até chegar a Harvard? Alguma vez você já imaginou que poderia ir tão longe?
Tabata Amaral: Eu tive a chance de participar da 1ª OPMEP (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas) e ganhar uma bolsa de estudos em São Paulo numa escola particular. Até então, eu estudava em uma escola pública na Vila Missionária [um bairro na periferia de São Paulo formado por migrantes de outros estados].
Assim, pude ter acesso a uma melhor qualidade no ensino e a matérias que eu não estudava. Vi que essa outra realidade era muito diferente. Nesta escola conheci pessoas que falavam outro idioma, viajavam para fora, já faziam intercâmbio. E eu, que demorava 4h para ir e voltar da escola, nunca tinha possibilidade de pensar em qual era o meu sonho. Conheci um mundo muito mais amplo que o meu.
Foi então que eu comecei a sonhar em fazer uma faculdade fora. Inicialmente, eu queria fazer Astrofísica. Os professores conseguiam um quartinho para eu ficar na escola. De onde eu venho, eu tenho claro como é a desigualdade no Brasil. Falta educação de qualidade para muita gente. Por alguns momentos eu conseguia vislumbrar essa realidade.
“De onde eu venho, tenho claro como é a desigualdade no Brasil. Falta educação de qualidade pra muita gente.”
Eu perdi meu pai 4 dias depois que fui aprovada em Harvard. O que fez que meu sonho em ser Astrofísica também mudasse. Daí, decidi que ia fazer Ciências Políticas. Fiz faculdade entre 2012 e 2016.
Futura & Educação: Qual a origem da sua família? Conta um pouquinho mais sobre a sua história.
Tabata: Minha mãe veio do interior da Bahia. Ela começou a estudar com 10 anos, mas quando engravidou de mim ela saiu da escola e foi trabalhar. Meu pai conheceu minha mãe quando ela estava grávida. Ele é de São Gonçalo e foi pra São Paulo com 15 anos, mas tinha doenças psicológicas e vícios. Ele nasceu na Paraíba, mas viveu em São Gonçalo. Ele junto com minha mãe foram morar numa ocupação na Vila Missionária, onde ela mora até hoje. Descrição: http://s3.amazonaws.com/futurabucket2017/wp-content/uploads/2019/03/15151231/unnamed-2.jpgTábata ao lado de Malala, uma de suas principais inspirações. (Foto: Acervo Pessoal)
Futura & Educação: Como foi o período em que esteve em Harvard? O que mudou na Tabata?
Tabata: Uma coisa que mudou foi a minha visão do mundo. Eu tive muitas oportunidades muito jovem, mas eu sempre morei na Missionária. Hoje, eu tenho uma visão muito mais complexa da desigualdade. Lá [nos EUA}, eu conheci tanta gente: mulheres, homens, jovens, negros… pude ver que a solução não é simples, mas precisamos de políticas públicas para transformar a Educação no Brasil.
Futura & Educação: Por que decidiu voltar ao Brasil?
Tabata: Eu fui para Harvard quase sem falar inglês. Minha mãe ficou desempregada e não tinha condições de pagar um cursinho de idiomas. Eu só fui porque os meus professores do colégio e minha mãe me convenceram a ir. Na época, eu me sentia muito culpada por não poder ajudar meu pai. Só fui mesmo porque me convenceram que assim eu poderia mudar as coisas.
No segundo ano eu mudei de curso porque decidi estudar mais sobre Política e Educação. Queria – e ainda quero – mudar a realidade do Brasil. Nas férias, eu voltava para o Brasil. Eu sei que lá ganharia muito mais, mas acho que fazia mais sentido eu voltar. Conheci de perto a Secretaria de Educação no Ceará (Sobral) e depois a Secretaria pública de Salvador (BA). Eu pude ver o que é possível transformar a nossa Educação.
Descrição: http://s3.amazonaws.com/futurabucket2017/wp-content/uploads/2019/03/15150806/unnamed.jpgTábata foi uma das 11 jovens selecionadas para conhecer Barack Obama durante a visita do ex-presidente americano ao Brasil. (Foto: Anna Carolina Negri)
“Eu sei que lá ganharia muito mais, mas acho que fazia mais sentido eu voltar pro Brasil.”
Futura & Educação: Como mudar a educação pública no Brasil?
Tabata: É um conjunto de fatores. Atração, valorização de professores, ensino integral, rever FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica) e gestão de politicas públicas.
¾ dos munícios escolhem seus diretores por indicações políticas. Em muitos estados, não há vontade política para a Educação dar certo. Ela só vai dar certo com quando for colocada como prioridade de política pública.
Futura & Educação: O que você espera dos próximos anos na educação brasileira?
Tabata: O meu sonho é que a Educação vire prioridade no país para que a gente tenha a melhor educação pública do mundo. Temos uma população que não vai à escola, é analfabeta funcional. Tem que ter uma renovação política.
Futura & Educação: O Movimento Acredito tem essa proposta de renovação política?
Tabata: Sim, é um movimento de renovação política e temos agendas de combate a desigualdade e privilégios. Mais do que uma disputa entre esquerda x direita, defendemos bandeiras voltadas para a Educação, para que as pessoas voltem a acreditar na política, voltem a acreditar no Brasil e convocamos as pessoas para pensarem e mudarem suas realidades.
Já revitalizamos praças, já fizemos ação para que os jovens tirem título de eleitor, apoiamos jovens, fizemos abaixo assinado. Atuamos em 14 estados: Acre, Pernambuco, Ceará, Bahia, Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro.
Tabata faz parte de um movimento nacional suprapartidário formado por jovens insatisfeitos com a política desenvolvida atualmente no país. Saiba mais sobre o Movimento Acredito.
Futura & Educação: Quem é a sua principal inspiração para promover essa transformação política na educação?
Tabata: A Malala Yousafzai é uma pessoa que eu admiro muito. E vi o quanto ela é gente como a gente. Se ela sendo gente como a gente conseguiu fazer a revolução, por que também não conseguimos? Isso me inspirou muito. Em julho de 2018, ela deu uma palestra no Santander e eu fui uma das jovens selecionadas para participar da conversa sobre jovens e políticas. Ela falou que os jovens estão muito desanimados com a solução política, mas ela estimulou. Falou para não desistirmos.